Depressão e Transtornos de ansiedade


Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2020, depressão será a maior causa de incapacitação no trabalho.

Outra condição ainda mais freqüente nos dias de hoje são os chamados transtornos de ansiedade.


De acordo com o National Institute of Mental Health dos EUA, 40 milhões de adultos americanos (18,1% da população) sofrem de algum tipo de transtorno de ansiedade, contra 14,8 milhões (6,7%) que sofrem de depressão, ou seja, quase três vezes mais!

Os principais transtornos de ansiedade são: síndrome do pânico, fobias, estresse pós traumático, TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e ansiedade generalizada.

Vale lembrar que esses transtornos de ansiedade podem ocorrer simultaneamente com depressão.


Em linhas gerais, os medicamentos mais utilizados como antidepressivos são a Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina, Escitalopram, entre outros. Dentre os ansiolíticos (calmantes) mais utilizados nos transtornos de ansiedade, temos os benzodiazepínicos como: Valium, Diazepan, Klonopin, Rivotril, etc.


Esses medicamentos ansiolíticos geram uma série de efeitos colaterais como boca seca, alterações cognitivas, perda de memória, da libido, entre outros. O uso de antidepressivos por sua vez, para melhorar a química cerebral pode oferecer algum alívio temporário, mas não recuperam os níveis normais de neurotransmissores, nem promovem seu funcionamento normal. A maioria dos antidepressivos, por exemplo, evitam a recaptação (reciclagem) de serotonina (neurotransmissor do bom humor) dos espaços entre as células nervosas (sinapses). Isto permite que esta substância permaneça em atividade por mais tempo.

Já os ansiolíticos, estimulam receptores GABA, simulando os efeitos calmantes desta substância no cérebro.


Com o tempo, o cérebro se acomoda às medicações e elas perdem seu efeito, necessitando de doses maiores ou troca de medicamento. Quando o paciente decide interromper o seu uso, ocorrem sintomas de abstinência e o paciente se sente pior do que com o problema original.


O ideal é entender através de exames específicos, qual o neurotransmissor ou quais estão em desequilíbrio e oferecer ao paciente a “matéria prima” e os cofatores necessários para que o próprio corpo produza, em doses adequadas, determinado neurotransmissor insuficiente. Essas “matérias primas” podem ser aminoácidos, ácidos graxos, como Omega 3, complexo B, minerais, pré-hormônios adaptogênicos naturais, entre outros. É importante que esta suplementação seja feita por profissional especialista em Medicina Integrativa, pois, as doses e suplementos são totalmente individualizadas para que não haja efeitos colaterais e combinações ineficientes.


Para aqueles que desejam se aprofundar no tema, o médico Dr. Henry Emmons, escreveu o livro: “The Chemistry of Calm” (A Química da Calma), em que apresenta um plano terapêutico sem drogas para tratar ansiedade.


Um grande abraço e uma boa semana, com alegria e sem ansiedade.


Dr. Fábio Gabas


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